Depoimentos

Órteses

Órtese é o termo utilizado para identificar todo equipamento pré – fabricado ou feito sob medida, usado externamente em qualquer parte do corpo, com o objetivo de oferecer apoio, alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a habilidade funcional de um indivíduo com necessidades especiais.

Apesar dos conceitos e objetivos não serem novos, os avanços nos métodos cirúrgicos, materiais e tecnologia moderna expandiram a aplicação das órteses. Hoje muito mais leves e esteticamente melhoradas, proporcionam mais qualidade no processo de reabilitação. A Ortopédica Curitiba possui uma variedade de aparelhos ortopédicos fabricados de forma personalizada e elaborados com a melhor matéria prima do mercado nacional e internacional.

ALGUNS TIPOS DE ÓRTESES

Órtese tornozelo pé (AFO) ou suropodálica

É definida como uma órtese que engloba a articulação do tornozelo e o pé, podendo ser articulada ou não. É utilizada com o objetivo de proporcionar estabilidade e controle durante o ortostatismo e/ou marcha, assim como na prevenção de deformidades dos pés.

Fig 1 – Órtese tornozelo pé fixa

Fig 2 – Órtese tornozelo pé articulada

Órtese tornozelo pé tipo Spring Leaf

Órtese importada fabricada em polipropileno ou fibra de carbono. Seu desenho possibilita que a mesma funcione como uma mola, auxiliando o posicionamento do tornozelo e diminuindo o gasto energético durante a marcha. É indicada em casos de sequela leve de AVC (acidente vascular cerebral ou derrame) e em casos de lesão do nervo fibular que irá provocar a “marcha do pé caído”.

Fig 3 – Órtese tornozelo pé tipo Spring Leaf em propileno ou fibra de carbono

Órtese tornozelo-pé (OTP) reação ao solo

Descrita pela 1ª vez em 1969 como órtese de Saltiel, tinha o objetivo de estabilizar o joelho sem limitar o movimento do mesmo. O desenho da órtese é feito para estabilizar o joelho em extensão durante o contato inicial e durante a fase de apoio da marcha (apoio no tendão patelar). Indica-se esta órtese quando o paciente deambula mantendo o joelho em flexão durante a fase de apoio da marcha – andar agachado – (crouch gait). Pré requisitos – ausência de contratura em flexão do quadril e joelho acima de 10° e de equino, varo ou valgo fixos dos pés, presença de algum equilíbrio de tronco e força pelo menos grau 3 de quadríceps.

Fig 4 – Órtese de Reação ao Solo em polipropileno

Fig 5 – Órtese de Reação ao Solo em fibra de carbono (foto do word OTP)

Órtese tornozelo-pé supramaleolar (SMO)

Recebe um recorte acima dos maléolos e é indicada quando é necessário estabilizar a articulação sub talar (médio-lateral) evitando assim o varo ou valgo do tornozelo. O usuário não pode apresentar deformidades fixa no tornozelo.


Fig 6 – Órtese supramaleolar ou SMO

Órtese de Dennis Brown

Indicado para manter a correção do pé torto congênito tratado pelo método de Ponseti. Ele conseguiu comprovar por meio de estudos que a recidiva da deformidade do pé acontece em até 80% nos bebês que não utilizam a órtese e somente em 6% nos que utilizam a mesma. Devido a esta comprovação de resultados muitos ortopedista pediátricos seguem este método e recomendam a utilização desta órtese.

Fig 7 – Órtese de Dennis Brown

 

 

 

 

 

 

Fig 8 – Órtese de Dennis Brown com talas de polipropileno

Órtese joelho tornozelo pé (KAFO) ou tutor longo

É considerada uma das órteses mais empregadas para a marcha. É utilizada para promover estabilidade das articulações do joelho e tornozelo e indiretamente auxilia na estabilidade do quadril e tronco. Também é indicada para a realização de treino de ortostatismo e auxilia na prevenção de deformidades de joelho e tornozelo. Pode ser confeccionada em polipropileno com ou sem articulação ao nível do joelho. “As órteses longas sem articulações de joelho têm um custo econômico inferior ao das órteses articuladas, são mais leves e podem ser utilizadas em atividades terapêuticas na piscina, entretanto apresentam como principal inconveniente a impossibilidade de flexionar os joelhos quando na posição sentada durante o uso das mesmas”. Esta mesma órtese pode também ser fabricada em fibra de carbono com componentes importados.

Fig 9 – Órtese joelho tornozelo pé (KAFO) ou tutor longo

Órtese de Reciprocação ou RGO

Esta é uma órtese fabricada com material importado. É indicada para auxiliar o treino de marcha em sequela de lesão medular ou mielomeningocele. Seus componentes permitem que a pessoa consiga andar com passos alternados e com menor gasto energético.

Fig 10 – Órtese de Reciprocação ou RGO

Compressor dinâmico de tórax ou CDT

Este colete foi desenvolvido para tratar as seguintes deformidades de tórax: Pectus Carinatum conhecido popularmente por peito de pombo e Pectus Excavatum conhecida por peito de sapateiro, deformidade esta que provoca afundamento da parede do tórax. Para que o tratamento tenha resultados positivos de correção da deformidade é importante seguir as seguintes recomendações: acompanhamento regular com o médico que prescreveu o aparelho, revisão com o ortesista para ajustes do aparelho quando necessário, seguir a orientação médica quanto ao tempo de uso do aparelho, lembrando que quanto mais tempo usar o aparelho melhores serão os resultados e por último associar ao uso do compressor exercícios específicos orientados por fisioterapeuta experiente nesta área.

Fig 11 – Compressor dinâmico de tórax ou CDT

Colete tóraco lombo sacro (TLSO) bivalvado

Colete fabricado em polipropileno à partir de um molde de gesso do tórax. É composto de uma face anterior e uma posterior fechada através de correias de velcro. Um exemplo de utilização deste colete é no pós operatório de estabilização de uma fratura de coluna vertebral.

Fig 12 – Colete tóraco lombo sacro (TLSO) bivalvado

Colete Tóraco lombo sacro (TLSO)

Colete fabricado sob medida para tratamento de escoliose.

Fig 13 – Colete Tóraco lombo sacro (TLSO)

Colete de Milwaukee

Colete confeccionado sob medida para tratamento de escoliose.

Fig 14 – Colete de Milwaukee

Colete de Jewett

Colete fabricado com hastes de duralumínio ou aço inox e almofada lombar. Indicado para tratar fraturas estáveis de coluna lombar.

Fig 15 – Colete de Jewett